segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Retratos de Fayum


A expressão "Retratos de Fayum" designa uma série de 600 retratos fúnebres, fortemente realísticos, realizados sobre tábuas de madeira, que cobriam o vulto de algumas múmias egípcias de época romana. O nome deriva do oásis de Fayum, lugar de proveniência da maior parte dessas pinturas. A importância de tais fuguras deriva não só do forte realismo, mas do fato que, juntamente com os afrescos de Herculanum e Pompéia, estão entre os exemplares mais conservados da pintura antiga.
Mesmo após a invasão grega e, sucessivamente, romana, o costume de mumificar os corpos de defuntos continuou muito popular. Em particular, as máscaras fúnebres, já usadas nos tempos dos faraós, começaram a ser realizadas não mais segundo os cânones egípcios, mas aqueles greco-romanos. Os romanos tinham o costume de fazer uma máscara de cera de seus antepassados, forjada depois da morte, e eram conservadas nas residências das nobres famílias como "arvore genealógica". Assim sendo, poderíamos supor que as os retratos de Fayum seriam uma síntese dos costumes fúnebres egípcios e romanos?
A datação dessas pinturas fúnebres de Fayum pode ser estabelecida entre o final do século I a.C. à metade do século III d.C. Os motivos do desaparecimento de tal uso fúnebre é ainda desconhecido.
O filme abaixo retrata alguns exemplares destes retratos fúnebres. Nota-se que a maior parte figura pessoas muito jovens, raramente acima dos 35 anos, e muitas crianças. Isto indicaria a baixa expectativa de vida naqueles tempos. Estudos científicos realizados nas múmias indicam uma estreita relação de sexo e idade entre a múmia e sua representação fúnebre.
Estas pinturas, além do realismo, representam também o forte senso de vida post-mortem, pois os defuntos, além do aspecto sereno, nunca são retratados de olhos fechados, mas sempre abertos, abertos para a eternidade!
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